A Black Friday está prestes a começar e, junto com ela, vem aquela enxurrada de anúncios prometendo a “melhor promoção do ano”.
Fora a nova moda de mega promoções mensais: 10.10, 11.11, 12.12. Acho até que vão criar mais meses no calendário para aumentar as datas.

Esquenta, liquidação, saldão: com tantos estímulos gritando para você comprar, a verdade é que muita gente acaba gastando mais do que deveria e nem percebe.
Preços maquiados, “frete grátis” com pegadinha e aquele cupom com condições que nunca se aplicam podem fazer com que a data que deveria ajudar você a economizar vire uma verdadeira armadilha.
Mas dá para fazer diferente. Com um pouco de planejamento e paciência, é possível aproveitar o que realmente vale a pena.
1. Comece com uma lista
Antes de abrir o seu aplicativo ou site de compras preferido, pegue papel e caneta e anote o que você realmente precisa comprar.
Pode parecer um passo simples, mas faz toda a diferença. Além de te ajudar a controlar o impulso, vai te dar o conhecimento necessário para saber se os descontos são reais e confiáveis.
A lista te ajuda a não cair em tentações momentâneas e te dá clareza sobre o que vale a pena você comprar ou não.
2. Descubra o preço de hoje
Agora é hora de pesquisar.
Pegue a sua lista e pesquise o preço dos produtos nos seus buscadores de preços preferidos. Sites como Buscapé e Zoom mostram o histórico recente de valores.
Isso ajuda a perceber se o preço não está subindo de forma anormal.
Com esse conhecimento, você vai conseguir perceber facilmente quando uma “promoção imperdível” é, de fato, o melhor preço.
3. Tenha paciência (essa é a parte difícil)
Assim como qualquer promoção, a Black Friday é um teste de autocontrole.
Como saber se aquela é uma oferta que você não pode perder ou se é apenas uma estratégia de marketing?
Deixa eu te contar: não dá para saber. Eu já perdi as contas de quantas vezes me arrependi, seja por não ter aproveitado uma promoção, seja por ter ficado com aquela sensação de que gastei dinheiro à toa quando o preço baixou depois.
Mas se você conhece o valor real de um produto, fica muito mais fácil perceber quando uma oferta é boa de verdade. Então, às vezes, adiar a compra também é uma decisão inteligente.
Ou o contrário: pode ser que o preço que você encontre agora já esteja muito bom. Alguns produtos não costumam baixar com o tempo: passagens aéreas é um ótimo exemplo disso.
4. Não esqueça das lojas físicas
Com a guerra dos marketplaces, muita gente se esquece das lojas físicas. Apesar da comodidade, nem tudo vai estar mais barato na internet.
Roupas, calçados e cosméticos, por exemplo, podem ter descontos melhores nas lojas tradicionais, principalmente quando precisam girar estoque.
Já eletrônicos e eletrodomésticos costumam ter vantagem no e-commerce.
Então veste aquele look e vai para o meio da rua comparar.
Cuidado com as armadilhas
Apesar de ter boas promoções, a Black Friday é um terreno fértil para ofertas do tipo pela “metade do dobro”. O brasileiro já até apelidou carinhosamente de “Black Fraude”.
Descontos falsos, entregas demoradas e promessas de frete grátis que somem no final da compra são mais comuns do que parece.
E o pior: o marketing é feito para te convencer de que você está perdendo uma oportunidade única.
Mas o único prejuízo real é gastar com o que você não precisa ou não faz sentido para você.
Resumindo…
As promoções, inclusive a Black Friday, podem ser uma excelente oportunidade para você conseguir um bom preço nas coisas que está precisando comprar ou que já compra no dia a dia.
Mas, a economia tem um preço: você precisa se planejar e ter um pouco de paciência.
Faça sua lista, acompanhe os preços e compre na hora certa. Assim, você economiza dinheiro e arrependimentos. Seu bolso vai agradecer.
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